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Bernardo Guimarães

brasileira

Bernardo Guimarães

Escritor brasileiro do Romantismo, atuou como poeta, romancista, jornalista, professor e magistrado. É conhecido sobretudo pelo romance A escrava Isaura, publicado em 1875, e foi escolhido como patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras.

Biografia

Romancista, poeta e jornalista brasileiro do século XIX, conhecido principalmente por A Escrava Isaura.

Bernardo Guimarães foi romancista, poeta e jornalista brasileiro, associado ao Romantismo. Sua produção inclui poesia, romances e narrativas ambientadas em Minas Gerais e em outras regiões do Brasil. A Escrava Isaura, publicado em 1875, tornou-se sua obra mais conhecida e ocupa lugar importante na literatura brasileira do século XIX. Também escreveu O Seminarista, O Garimpeiro e Cantos da Solidão.

Acervo do autor

Frases de Bernardo Guimarães

“Queria que algo de bom entrasse na minha vida, pra ficar!”

“Oh! essas emoções suaves da primeira quadra da vida têm um filtro sutil, um aroma inextinguível, que se entranha no coração para nunca mais despregar-se dele.”

“Os grandes tesouros nunca aparecem a quem os procura e mostram-se por um feliz acaso a quem com eles nem sonhava”.”

“O selvagem é como a criança; suas alegrias e pesares são tão vivos e violentos, quão passageiros e fáceis de se dissipar.”

“Ferida pelo infortúnio, a alma bem formada não blasfema contra Deus, nem se revolta contra os homens. -”

“Meu destino é de tal ordem, meu amigo, que a minha sogra tem o nome de Felicidade”. -”

“Não é só a morte que nivela as condições; o destino às vezes a antecipa, e se compraz em curvar a cabeça dos ricos e orgulhosos até beijarem o pó da terra, e coloca escravos ao nível do senhor”.”

“- Mas, senhora, apesar de tudo isso, que sou eu mais do queuma simples escrava? Essa educação, que me deram, e essa beleza, que tanto me gabam, de que me servem?”

“Os meus braços estão presos, A ninguém posso abraçar, Nem meus lábios, nem meus olhos Não podem de amor falar; Deu-me Deus um coração Somente para penar.”

“Nestes mares sem bonança, Boiando sem esperança, Meu baixel em vão se cansa Por ganhar o amigo porto; Em sinistro negro véu Minha estrela se escondeu; Não vejo luzir no céu Nenhum lume de conforto.”

“Lembrar-me-ei de ti Lembrar-me-ei de ti, e eternamente Hei de chorar tua fatal ausência, Enquanto atroz saudade Não extinguir-me a seiva da existência; E recordando amores que frui, Por estes sítios sempre entre suspiros Lembrar-me-ei de ti. De noite no aposento solitário Cismando a sós, verei a tua imagem Aparecer-me pálida e saudosa Dos sonhos na miragem; E então chorando o anjo que perdi, Meu leito banharei de ardente pranto Chamando em vão por ti. Quando a manhã formosa alvorecendo De seus fulgores inundar o espaço, Demandarei saudoso Esse lugar em que no extremo abraço Teu lindo corpo ao peito meu cingi; E deste vale os ecos acordando Perguntarei por ti. Quando por trás daqueles arvoredos O sol sumir-se, vagarei sozinho Por essas sombras, onde outrora juntos Nos sentamos à borda do caminho; E às auras que suspiram por ali, Inda teu doce nome murmurando, Hei de falar de ti. Além, onde sonora a fonte golfa À sombra de um vergel sempre viçoso, Que sobre nós mil flores entornava, Irei beijar a relva em que ditoso Sobre teu seio a fronte adormeci, E com a clara linfa que murmura, Suspirarei por ti. E quando enfim secar-se a última lágrima Nos olhos meus em triste desalento, Bem como a lira, em que gemendo estala A extrema corda com dorido acento, No sítio em que a primeira vez te vi, Exalando um suspiro, de saudades Hei de morrer por ti.”

“Se eu de ti me esquecer Se eu de ti me esquecer, nem mais um riso Possam meus tristes lábios desprender; Para sempre abandone-me a esperança, Se eu de ti me esquecer. Neguem-me auras o ar, neguem-me os bosques Sombra amiga, em que possa adormecer, Não tenham para mim murmúrio as águas, Se eu de ti me esquecer. Em minhas mãos em áspide se mude No mesmo instante a flor, que eu for colher; Em fel a fonte, a que chegar meus lábios, Se eu de ti me esquecer. Em meu peregrinar jamais encontre Pobre albergue, onde possa me acolher; De plaga em plaga, foragido vague, Se eu de ti me esquecer. Qual sombra de precito entre os viventes Passe os míseros dias a gemer, E em meus martírios me escarneça o mundo, Se eu de ti me esquecer. Se eu de ti me esquecer, nem uma lágrima Caia sobre o sepulcro, em que eu jazer; Por todos esquecido viva e morra, Se eu de ti me esquecer.”

“O meu coração há muito já lhe pertence, sinto que meu destino de hoje em diante depende so de você, você será sempre a minha estrela nos caminhos da vida. Creio que me conhece o bastante para acreditar na sinceridade de minhas palavras.”

“O destino é cego, e o raio que fulmina sobre a cabeça do culpado também às vezes debruça sobre o lodo o lírio puro da inocência e da virtude”.”

Pensador

Injustiça e sofrimento · Destino e acaso · Inocência e virtude · Fragilidade da condição humana

“Não é só a morte que nivela as condições; o destino às vezes a antecipa”

Pensador

Morte e mortalidade · Desigualdade e condição humana · Destino e fatalidade

“Somente para penar.”

Pensador

Sofrimento · Reflexão existencial · Desilusão

“Os meus braços estão presos, A ninguém posso abraçar,”

Pensador

Solidão e isolamento · Desejo de afeto · Impedimento e aprisionamento

“Nestes mares sem bonança, Boiando sem esperança,”

Pensador

Adversidade · Desorientação · Solidão existencial · Desesperança

“Lembrar-me-ei de ti, e eternamente Hei de chorar tua fatal ausência,”

Pensador

Saudade · Luto e perda · Amor eterno · Memória afetiva

“De plaga em plaga, foragido vague,”

Pensador

Errância · Exílio · Fuga

“Em minhas mãos em áspide se mude No mesmo instante a flor, que eu for colher;”

Pensador

Perigo oculto · Metamorfose · Desilusão

“Neguem-me auras o ar, neguem-me os bosques Sombra amiga, em que possa adormecer,”

Pensador

Busca por descanso · Natureza como refúgio · Contemplação da paisagem

“Se eu de ti me esquecer, nem mais um riso Possam meus tristes lábios desprender;”

Pensador

Saudade e lembrança · Tristeza profunda · Amor e ausência · Memória afetiva