Yeda Prates Bernis
Biografia
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Acervo do autor
Frases de Yeda Prates Bernis
“Sol. E nas asas do pássaro morto, secreta noite.”
“Neblina sobre o rio, poeira de água sobre água.”
“De seguir o viajante pousou no telhado, exausta, a lua.”
“O coração da aranha se desfaz em geometria de seda e mandala.”
“A jabuticabeira. Através de líquida cortina olhos negros espiam.”
“A pedra nada pergunta ao rio sobre água e tempo.”
“Sombra de remagem sobre prata do açude, trêmula de frio.”
“Riacho de pedras rua dos peixes rastros de platina.”
“O grito do grilo serra ao meio a manhã.”
“Recolhida em si mesma a alma do figo é flor em za-zen.”
“Caravelas brancas navegam no ar o nunca chegar.”
“Um marcador japonês no livro de hai-kais ? silencioso conluio.”
“Manchas de tarde na água. E um vôo branco transborda a paisagem.”
“Pássaros em silêncio. Noturna chave tranca o dia.”
“Gaivota. Espuma instável. Líquida turquesa: inunda os olhos a marinha na parede.”
“No porta-retrato um tempo respira, morto.”
“De púrpura, seu mergulho no aquário. No coração, o mais antigo azul.”
“Sob o caramanchão o céu, noturna renda.”
“Camisas alegres gangorram agosto no varal.”
“Recanto úmido. A pedra e seu delicado capote verde.”
“Sino de bronze neblina em prata ouro preto.”
“Caminha a folha morta, pálio sobre formigas.”
“Flauta, cascata de pássaros entornando cantos úmidos.”
“Lavadeiras de beira-rio. Nas águas, boiando, cores e cantos.”
“Jornal sobre a mesa: desjejum amargo.”
“Algo de dança nas algas, quase canção dos corais.”
“Branco instante entre verde e azul: garça ou pensamento.”
“Ah! claro silêncio do campo, marchetado de faiscantes pigmentos de sons!”
“Angelus. Dedos da brisa nas teclas das folhas adormecem os pássaros.”
“Noite no jasmineiro. Sobre o muro, estrelas perfumadas.”
“Inúltil. A gaiola nunca aprisiona as penas do canto.”
“Nuvens inquietas sobre o lago zen.”